terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Maranhão 66" É... Sessenta e Seis.

Meu Amigo e crítico de cinema João Marcelo F de Mattos passou essa tarde no trabalho e entre os diversos assuntos não poderia faltar: José Sarney. Falamos sobre o tri-campeonato... Oops, vocês entenderam. JM comentou - Paloma, falar em Sarney basta lembrar do documentário "Maranhão 66" - do Glauber Rocha (2ps: Glauber, grande Glauber...)
E João Marcelo completou: "Os índices de mortalidade infantil citados no "Maranhão 66" - como um dos piores problemas do estado continuam na realidade nossa do "MARANHÃO 09" Altíssimos provando que as coisas por lá não mudaram da maneira que Sarney prometeu."

2ps: - É... João Marcelo tem razão e muita... Maranhão do Sarney continua o mesmo. E pergunto pra vocês, caros leitores desse humilde blog:

- E SARNEY CONTINUA O MESMO?!?!

Confira o vídeo:


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FICHA TÉCNICA
Curta-metragem, 35 mm, preto-e-branco, 11 minutos. Produção:Luiz Carlos Barreto e Zelito Viana, para Mapa Filmes. Diretor de Produção: Zelito Viana. Fotografia: Fernando Duarte. Som Direto: Eduardo Escorel. Montagem: João Ramiro Melo.

SINOPSE
O filme é uma encomenda de José Sarney, que acabava de ser eleito governador do Estado do Maranhão (e seria Presidente da República 19 anos depois), e desejava que seu amigo Glauber Rocha produzisse um documentário sobre a cerimônia de sua posse. Isso se dá dois anos depois da tomada de poder dos militares. A franqueza do filme é total e anuncia o tom de “Terra em Transe”. Não se encontra no curta-metragem o mínimo de complacência para com o político que encomendou a obra. Ao contrário, o filme é construído como um verdadeiro desafio às promessas eleitorais demagógicas: enquanto o político se compromete solenemente a acabar com as misérias da região, elas são simplesmente mostradas, com uma terrível crueza, em imagens documentais (casas miseráveis, hospitais infectos, vítimas da fome, tuberculose...), alternando com as imagens do discurso em terrível oposição entre a retórica e a realidade, mas igualmente apontando a necessidade urgente de transformar as palavras em ações para promover o progresso social.

COMENTÁRIO
“É uma reportagem sobre as eleições de um governador (José Sarney) no Maranhão; é muito importante para mim, porque o filmei com som direto e foi uma experiência muito útil para “Terra em Transe” porque participei das etapas de uma campanha eleitoral”. Glauber Rocha - “O Estado de Minas” – 13/05/1980.

Obs: Glauber retirou dois planos dos negativos de “Maranhão 66” para sobrepor a um comício de Vieira em “Terra em Transe”. Foi no set deste filme que Eduardo Escorel, então tTécnico de Som, leu pela primeira vez o roteiro de “Terra em Transe”, filme cuja montagem assinaria.

COMENTÁRIO DO PERSONAGEM
“Tomava eu posse no Governo do Maranhão e fiz uma ousadia que não deveria ter feito com um amigo da estatura de Glauber Rocha. Eu lhe pedira que documentasse a minha posse. Glauber fez o documentário que foi passado numa sala de cinema de arte, há 15 anos. E quando o público viu que numa sessão de cinema de arte ia ser passado um documentário que podia ter o sentido de uma promoção publicitária, reagiu como tinha que reagir. Mas aí, o documentário começou a ser passado, e quando terminaram os 12 minutos o público levantou-se e aplaudiu de pé, não o tema do documentário mas a maneira pela qual um grande artista pôde transformar um simples documentário numa obra de arte: ele não filmou a minha posse, ele filmou a miséria do Maranhão, a pobreza, filmou as esperanças que nasciam do Maranhão, dos casebres, dos hospitais, dos tipos de ruas, e no meio de tudo aquilo ele colocou a minha voz, mas não a voz do governador. Ele modificou a ciclagem para que a minha voz parecesse, dentro daquele documentário, como se fosse a voz de um fantasma diante daquelas coisas quase irreais, que era a miséria do Estado”.

Senador José Sarney, no Jornal do Brasil, (Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 1981).





2ps2: Fonte: http://www.tempoglauber.com.br/f_maranhao.html

8 comentários:

  1. esse sarney é um brincalhão

    só quer aparecer

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  2. sobre o blog...

    ja tinha vindo outras vezes

    quem ve esse comentario

    indica pra td mundo q vc ver

    é otimo o msm

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  3. Light4.2.09

    O membro mais antigo do Congresso Nacional continua o mesmo, sim. Está a frente da cadeira mais importante da casa e ainda controla emissoras de tv, rádio e jornal.

    Os Sarney, assim como os Collor, Magalhães e Barbalhos estão acima do presidencialismo. Vivem em um regime a parte: a monarquia. Saem do poder por pouco tempo deixando no lugar um representante do clã, mas logo depois retornam nas graças do povo.

    Já que quem é rei nunca perde a majestade, pela terceira vez, Sarney retorna ao seu trono, onde ficará até passar a coroa para o próximo monarca.

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  4. Não consegui ver o filme porque minha conexão não está assim tão boa, porém partindo da sinopse, esse relato - mesmo que tenha sido a pedido de Sarney, me fez lembrar Euclides da Cunha fazendo o retrato literal de Canudos... mazelas, esperanças e realidade.
    Será?

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  5. eta...comentando..
    parabens peloblog.
    história e beleza.

    bm legal..
    sempre passaei aki.
    grande abraço e quando quiser moça
    se´ra bm vinda lá no meu:
    www.bagageirodocurioso.spaceblog.com.br

    atééé!

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  6. oIE...Vi seu link no blog do Danilo Gentili!Passei aqui para bisbilhotar...Xd Também moro no Rio,Estou cursando jornalismo e Temos o mesmo nome!Quantas coisas em comum né?BEm vê se arranja um tempino e passa no meu humilde blog!Bjus!

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  7. infelizmente brasileiro esquece das coisas rapido..estou aguardando pra ver o comentario (mas como a comunidade nao espera lá neh rsrs)..

    pela sinopse tudo comprova que na epoca o povo estava acreditando em tudo que os militares falavam, e esse excesso de confiança deu no que deu..eu só digo uma coisa: O Lula tem confiança de 84% do povo! Vamos tomar cuidado!!

    http://www.aifoine.blogspot.com/

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  8. Infelizmente, não consegui visualizar o vídeo por minha conexão ser discada ( e não estar em seu melhor estado, pra piorar ainda mais).
    Entretanto, ao ler a sinopse do documentário, fiquei com vontade de assistir.
    Não sei se Sarney é o mesmo, talvez ele não seja, seja um mais acomodado com o poder, alguém que sabe que não vai sair tão cedo da politica mesmo que nada faça para ajudar seu povo. Talvez tenha até esquecido de seu povo, assim como a grande maioria dos políticos que, ao tomar posse, sofrem de uma inexplicável amnésia e esquecem suas promessas eleitorais...

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PP

Formada em Comunicação Social pela PUC-Rio. Jornalista e produtora audiovisual (e qualquer quebra-galho haha), foi repórter do "Jornal dos Sports", nas editorias de Educação, Cultura & Oportunidades, Saúde, Mais Esportes, e especiais de Futebol, entre 02 e 04. Em televisão, produziu e dirigiu o Programa Pessoa Portadora de Deficiência em Debate (TV Alerj), com Georgette Vidor - quando atuou como sua Assessora de Imprensa, durante nove meses. Passou na seleção do programa Estagiar da "TV Globo" - 04/2005 - para a produção de reportagem da Editoria Rio. Produziu reportagens para os jornais RJTV - primeira e segunda edição, Bom Dia Rio e colaborou com a produção de reportagem do Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal da Globo. Produziu também o Globo Cidade. Foi colaboradora da produção de reportagem do Fantástico, onde buscava personagens e pautas. Produziu o Documentário "Saúde do Professor" para a TV Escola - MEC, 2008. Também dirigiu e produziu o documentário "Hácesso" (34 minutos), com o apoio do cineasta Silvio Tendler, que foca o dia-a-dia de quatro pessoas com diferentes tipos de deficiência (superação, sexualidade, trabalho foram uns dos temas focados). Trabalhou durante dois anos na produtora audiovisual Comunicação Alternativa-Comalt onde produziu o longa-metragem "Alô, Alô, Terezinha", filme sobre Chacrinha, de Nelson Hoineff e outros produtos audiovisuais (TV, Cinema e Celular). Em 2009, passou novamente por um perído de reportagem do Fantástico, na Rede Globo. Em setembro de 2009, recebeu o convite do humorista Tom Cavalcante para Roteirista/ Participar da equipe do "Show do Tom", da Rede Record onde ficou até o fim do programa - dezembro de 2011. Em abril de 2012, recebeu o convite para integrar a equipe, como produtora de Reportagem, do novo programa da jornalista-apresentadora Fátima Bernardes, na Rede Globo.


Muitas ideias na cabeça e vontade...





Já colaborou com a comunicação da ONG CVI-Rio direcionada às pessoas com deficiência. Fez muitos bicos de assessorias de imprensa e eventos com escritores do Rio de Janeiro. Mas o primeiro trampo foi como animadora infantil - animou cerca de 300 "parabéns" - com as equipes "Tio Rodrigo"; "Rá, Tim, Bum" e por conta própria... E como aprendeu nessas festas. :)




Jornalismo como Missão. Humor para a Vida...



Buscar a verdade. Responsabilidade Social, muita "responsa"... Trabalhar em Equipe é fundamental para um sucesso de qualquer produto. Ajude quem estiver ao seu lado, independente da atitude do outro. Seja Grato e Gentil. Ética, Persistência (muita persistência), humildade e acreditar em si mesmo também são essenciais. Criatividade (opine), Ousadia e bom-senso. Faça Acontecer. Seu trabalho tem que ser uma diversão pra você. Fique ligado na Tecnologia. Não se "surpreenda" com alguma atitude negativa do seu próximo, apenas tente fazer a diferença naquilo que acredita, naquilo que faz. Não se "surpreenda" se toda sua força e desempenho incomodar - respire forte e continue trabalhando. Você vai "surpreender". A gente colhe o que planta e o mundo dá voltas, muitas voltas...

Sempre Estude muito sua área e um pouquinho das outras. Alguma atividade que ajude às pessoas, mesma que uma hora e outra. Esteja "perto de verdade", curta ao máximo aqueles que gosta, por menor que seja o tempo. É preciso se divertir fora do trabalho para este render mais e mais... E geralmente, as melhores idéias, pautas não acontecem em assembléias, mas nessas horas de lazer. Aprendizado?!?! Eternamente - até o último suspiro... Uffaaaaaaaaaaaaaa! Vamo que vamo...